Na aula do curso de Analytics e Automações em SEO, o professor Gabriel Saldanha mostra como priorizar termos, identificar concorrentes reais e usar a página de resultados do Google como principal fonte de dados
Muita gente começa a análise de concorrência abrindo uma ferramenta paga, digitando o domínio do rival mais conhecido do setor e exportando uma planilha com milhares de palavras-chave. Parece produtivo, mas costuma levar a um diagnóstico genérico e a uma lista de tarefas impossível de cumprir.
Na aula sobre o tema, o professor Gabriel Saldanha propõe outro caminho. A análise de concorrência começa de dentro pra fora, com a escolha dos termos que realmente importam pro negócio, e tem como principal campo de batalha a própria SERP do Google. Ferramentas ajudam, mas não substituem olhar com atenção pros resultados de busca.
A seguir, você entende os cinco pilares da análise de concorrência apresentados na aula e como aplicá-los no dia a dia. Continue a leitura a seguir.
Assista à aula completa: Não faça ANÁLISE de CONCORRENTES em SEO sem ISTO!
Priorize os termos que importam antes de olhar pro concorrente
Um site pode aparecer pra milhares de consultas, mas nem todas são importantes pro negócio. Como tempo e recursos são limitados, tentar ficar em primeiro lugar em tudo não é possível nem necessário. Por isso, o primeiro passo é interno: selecionar e priorizar os termos que geram valor.
Na prática, isso significa definir com clareza quem você quer atingir e em que momento. Com essa definição, o site fica mais eficiente e rentável, e a análise de concorrência ganha foco, porque passa a olhar só pras disputas que de fato fazem diferença.
A SERP é o campo de batalha, não a ferramenta
Para Gabriel Saldanha, a página de resultados do Google, quando bem analisada, é a fonte de dados mais valiosa do profissional de SEO. É ali que a disputa acontece. Ele usa uma imagem do futebol: você estuda e treina em outros lugares, mas o seu estádio é a SERP.
A consequência é direta. Quem não olha diariamente a SERP dos principais termos do negócio, observando o que os concorrentes estão fazendo, está apenas operando ferramentas, e não fazendo SEO de verdade. As ferramentas pagas continuam úteis, mas como apoio à leitura da SERP, e não como substitutas.
Seu concorrente na SERP nem sempre é quem você imagina
Um dos pontos mais importantes da aula é a diferença entre concorrentes diretos e indiretos. O professor cita o exemplo da Netflix: seus concorrentes vão da Prime Video a um livro ou um passeio ao ar livre, porque tudo isso disputa a atenção do mesmo público.
Em SEO acontece o mesmo. Uma cafeteria pode achar que disputa posições com outras cafeterias, mas descobrir na SERP que o concorrente real é um site comparador de cafés ou um criador de conteúdo independente. Por isso, entender bem o próprio negócio é condição pra enxergar quem de fato está na disputa.
Ao identificar esse concorrente, há dois caminhos possíveis:
- Disputar a posição: trabalhar o conteúdo e a autoridade pra superar o concorrente naquele termo.
- Fazer parceria: enviar o produto pra esse site ou criador testar, aproveitando o tráfego e a autoridade dele a favor da marca.
A SERP mostra o formato de conteúdo que o Google prefere
Analisar a SERP também revela qual tipo de conteúdo o Google considera ideal pra cada consulta. No exemplo da aula, uma busca por “como fazer café” mostrou só vídeos nas primeiras posições. Nesse caso, insistir em um post de blog ou em um infográfico seria ignorar o sinal que o próprio buscador já deu.
É aqui que entra outra imagem usada pelo professor: o profissional de SEO não é o atacante, é o meio de campo. Ele lê a SERP e abastece as áreas criativas com as informações certas pra que produzam o formato que a busca exige. Analisar os concorrentes nesse formato também ensina muito:
- O que eles falam e o que deixam de falar: lacunas que viram oportunidade de conteúdo mais completo.
- Ganchos de abertura: como prendem a atenção nos primeiros segundos ou nas primeiras linhas.
- Títulos e enquadramentos: como apresentam o tema, incluindo detalhes como posicionamento de câmera em vídeos.
Esse cuidado com intenção de busca e formato conversa com o que a Educa mostrou sobre estratégia de produção de conteúdo SEO, em que clusters e atualização constante ajudam a manter relevância.
SEO não é checklist, é uma corrida que não termina
O último pilar da aula é uma mudança de mentalidade. SEO não funciona como uma lista de tarefas em que basta marcar cada item pra chegar ao primeiro lugar. Do outro lado, sempre há outro profissional de SEO disputando a mesma posição, e só existe um primeiro lugar na SERP.
Por isso, a análise de concorrência precisa ser contínua. Mudanças no título, na meta description, nas ofertas ou nos backlinks de um concorrente podem alterar o jogo, e reagir a tempo é o que permite manter a liderança. Como resume Gabriel Saldanha, mais importante do que chegar em primeiro é continuar em primeiro.
Pra acompanhar o próprio desempenho nessa disputa, o Search Console continua sendo uma fonte essencial, como a Educa detalha no guia sobre as funções essenciais do Google Search Console.
Analisar concorrentes é hábito, e a Educa ajuda a construir esse olhar
A análise de concorrência proposta na aula combina foco interno, leitura atenta da SERP e acompanhamento constante. Antes de exportar milhares de palavras-chave, vale definir o que importa, entender quem está realmente na disputa e observar o formato que o Google já indicou como ideal.
A aula completa de Gabriel Saldanha faz parte do curso de Analytics e Automações em SEO da Educa. Quem quer desenvolver esse olhar estratégico encontra na Educa formações completas com profissionais que vivem SEO na prática.
Referências
Educa (YouTube). Não faça ANÁLISE de CONCORRENTES em SEO sem ISTO!. Disponível em: https://youtu.be/nx_h4A_jw8g
Educa. Curso de Analytics e Automações em SEO: análise de concorrência. Disponível em: https://educaseo.com.br/seo/curso/analytics-automacoes-em-seo/concorrencia