Time técnico que já perdeu uma tarde inteira investigando uma requisição estranha no log do servidor, achando que era ataque ou bot malicioso, e descobriu no fim que era o próprio Googlebot, sabe como esse tipo de ruído consome tempo. Um esclarecimento recente de dentro do Google ajuda a evitar exatamente esse tipo de caça ao fantasma.
Gary Illyes, da equipe de Search Relations do Google, publicou em 6 de agosto de 2026 uma explicação direta sobre um assunto que, segundo ele, vinha gerando dúvida recorrente nas últimas semanas: os crawlers do Google enviam requisições HTTP além de GET e POST.
Entender de onde vem esse tipo de requisição vai evitar não só diagnóstico errado no log, mas também regra de bloqueio mal calibrada que pode derrubar parte da própria renderização que o Google usa pra ler a página, então confira por aqui os detalhes de como funciona esse processo.
Quais métodos HTTP os crawlers do Google realmente usam
A resposta de Illyes foi objetiva. Sim, os rastreadores da empresa também enviam requisições HEAD, OPTIONS, PUT, PATCH e DELETE, mas esses cinco métodos somados representam menos de 1,5% do total de requisições que todos os crawlers do Google enviam.
O motivo, segundo ele, é JavaScript. Illyes descreveu que esse tipo de requisição costuma ser disparado por algum script da própria página durante o processo de renderização, o mesmo processo que já detalhamos em como o JavaScript afeta o rastreamento de SEO, não por uma decisão deliberada do crawler de manipular ou alterar conteúdo do site visitado.
Por que esse tipo de requisição confunde tanto log de servidor
Faz sentido esse tipo de requisição gerar estranheza. A maior parte da documentação técnica sobre rastreamento fala em GET, às vezes POST, e para por aí. Ver um PUT ou um DELETE partindo de um user-agent identificado como Googlebot tende a soar como sinal de comportamento anômalo, ou pior, de exploração de vulnerabilidade.
O esclarecimento de Illyes tira essa camada de suspeita. Como o gatilho está no JavaScript executado durante a renderização da página, e não em uma ação intencional do crawler sobre o servidor, esse tipo de requisição tende a aparecer sobretudo em sites que dependem fortemente de JavaScript para montar o conteúdo, cenário que já é objeto de atenção redobrada em qualquer auditoria técnica de SEO.
O que fazer com essa informação na prática
Pra time técnico, o valor prático dessa explicação está em evitar diagnóstico equivocado. Um WAF ou uma regra de segurança mal configurada que bloqueia tudo além de GET e POST na borda da infraestrutura pode acabar cortando justamente essas requisições disparadas por JavaScript, o que quebra silenciosamente parte da renderização que o Google usa pra entender a página.
Vale revisar regras de bloqueio de método HTTP à luz desse esclarecimento, sobretudo em sites que herdaram configuração de segurança de hospedagem sem revisão específica pra rastreamento de busca. Um 405 numa requisição OPTIONS de preflight, por exemplo, pode derrubar silenciosamente conteúdo carregado via fetch antes mesmo dele chegar na página renderizada que o Google efetivamente vê.
Antes de sair reescrevendo regra de firewall, o primeiro passo é simplesmente checar o volume real desse tipo de requisição nos próprios logs, comparando com o parâmetro de referência que Illyes deu: se passar muito de 1,5% do total vindo de user-agent do Google, ou se o gargalo insistir em página que depende de renderização client-side, isso já é sinal pra revisar a estrutura técnica de rastreabilidade do site, não só a regra de bloqueio.
Esse tipo de esclarecimento reforça algo que vale pra qualquer decisão técnica de SEO: entender a causa raiz de um comportamento evita solução de remendo que resolve o sintoma e cria um problema maior em cima.
A EducaSEO forma justamente esse tipo de profissional, capaz de investigar log de servidor, comportamento de crawler e configuração de infraestrutura com o mesmo rigor técnico que aplica à estratégia de conteúdo, sem se perder atrás do primeiro diagnóstico aparente. Fique por aqui e confira tudo o que nossa comunidade pode lhe oferecer.
Referências
- ILLYES, Gary. Post sobre métodos HTTP dos crawlers do Google. LinkedIn, 6 ago. 2026. Disponível em: https://www.linkedin.com/posts/garyillyes_for-some-reason-i-got-a-few-questions-the-activity-7491064691511840768-Seo-
- SCHWARTZ, Barry. Google Crawlers Send HTTP Requests: HEAD, OPTIONS, PUT, PATCH, and DELETE. Search Engine Roundtable, 7 ago. 2026. Disponível em: https://www.seroundtable.com/google-crawlers-head-options-put-patch-delete-41833.html